O quarto trimestre da gravidez

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Bebês recém-nascidos não precisam mais do que colo,peito e muito calor da mãe para ficarem tranquilos nas primeiras semanas. Fato. Li muito isso durante a gravidez e agora mais do que nunca acredito que esses elementos são fundamentais para que tanto os pais quanto os bebês passem por essa fase da maior maneira possível. Quando meu Linus nasceu, ele não foi direto para o banho. Igualmente como acontece com todos os RN aqui na Alemanha. Para incentivar o bonding, foi apenas enrolado em uma toalha e veio para o meu peito.

Embora ele tenha nascido em pleno verão, eu já sabia que por aqui as Hebammen (midwives?) geralmente sugerem que o banho aconteça depois de alguns dias, sem pressão. Eu sei que quando se está na gringa, essa história de banho pode soar bem controversa (rs), mas já tinha lido e ouvido várias vezes que o bebê não precisa ser banhado imediatamente ao nascer, então segui a sugestão da Hebamme.

Decidimos experimentar o banho de balde uns sete dias depois do nascimento e, pra nossa alegria, ele amou!! É impressionante como os RN reagem exatamente como se ainda estivessem dentro do útero…super tranquilos na água morninha, uma fofura. Tem vezes que o Linus até adormece enquanto está no balde.

Seguindo o método do médico francês Frédérick Leboyer, decidimos sempre fazer do banho de balde um momento especial, de modo que essa transição da vida no útero para a vida aqui fora seja a mais suave possível. Quando  tiramos o Linus do balde, ele vai imediatamente (recebe apenas uma suava enxugada) para o contato com a minha pele e geralmente adormece mamando.

Sobre o uso de produtos infantis como sabonete e xampus, devo dizer que isso está fora de cogitação para um RN! É muita química prum bebezinho só meu povo. Nem pensar!

O banho de balde ( Tummy Tub) rola em casa sempre pela parte da noite antes de irmos para a cama e, por enquanto, estamos fazendo tres vezes por semana. Não é à toa que essas primeiras semanas também podem ser consideradas a última fase da gravidez, só que sem o barrigão pesando né. Ainda bem!rs

No Youtube a gente encontra vários vídeos ensinando a usar o balde e acho que eles são encontrados facilmente na internet para vender. Muito fácil!

Dica: Vale colocar um pouco de leite materno na água morninha ou um pouco de óleo de bêbe, se você fizer questão.

E vocês? Como vivenciaram ou estão vivendo a experiência dos primeiros banhos?

 

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Vai uma coxinha aí?

Antes de engravidar sempre achava divertido escutar histórias relatando algum desejo gastronômico bizarro mas, na boa, levar a sério nunca levei. Achava até que fosse algo mais restrito ao folclore brasileiro, mas pelo visto o negócio é internacional mesmo e tem até explicação científica. Aqui na Alemanha, por exemplo, se chama Schwangerschaftsgelüste ( ah, e antes que vcs se assustem com o tamanho da palavra, gostaria de dizer que é só a singela combinação das palavras “gravidez + desejo” ahahahahaha).

Pra falar a verdade não tenho até agora nenhuma história dramática envolvendo meu paquera e  essa Berlim de meodeos atrás de comida, mas eu pre-ci-sa-va compartilhar com vocês algumas situações desta fase barrigudística. Aliás, alguma amiga já havia me dito uma vez essa coisa do nosso olfato ficar extremamente sensível na gravidez, mas até nisso não acreditava muito…até que…

– A pessoa está aproximadamente com 6 semanas do em seu estado barrigudístico e não sabe. A cidade é Berlim e ela é surpreendida por uma súbita vontade de saborear o cachorro quente lá da esquina da sua casa em Belém do Pará, Brasil. Detalhe: EU ODEIO CACHORRO QUENTE!!!!

– A pessoa desce do seu apartamento e, no corredor do prédio dela, sente um cheiro irresistível de “guizadinho de carne com batatas” vindo da casa da vizinha. Detalhe: a vizinha é vegetariana!!!

– A cidade é Berlim, o país é a Alemanha e o continente é a Europa. A pessoa desce do bondinho elétrico e o primeiro cheiro que sente é o de: PIPOCAS PANTERA!!! Sim, minha gente, aquela pipoquinha doce do saco rosa que fazia a nossa alegria na década de 90. WTF????

– A cidade é Berlim novamente, os termômetros marcando, pra variar, uns 10 graus negativos. A pessoa desce do metrô em uma tarde qualquer e é tomada novamente por um cheiro súbito maravilhoso em suas narinas que indica a presença de….. COXINHAS DE CARNE em algum boteco mais próximo dali. Detalhe: ODEIO COXINHAS DE CARNE COM TODAS AS MINHAS FORÇAS.

Berlim: coxinhas de carne no turco mais próximo de você!

Berlim: coxinhas de carne no turco mais próximo de você!

Imagem tirada daqui

E vcs? Quais foram as experiências barrigudísticas mais estranhas que tiveram?

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Tô grávida, não doente seu dotô!

Outro dia folheando uma revista que circula na Alemanha voltada para pais de bebês e grávidas me deparei com uma pequena e interessante entrevista, na qual uma ginecologista, psicoterapeuta e pesquisadora afirmava o seguinte: a medicina moderna tem usado cada vez mais a palavra “risco” quando o assunto é gravidez.

Tá com uns quilos a mais? Gravidez de risco.Já passou dos 35 anos? Ihhhhh, tem que tomar  muito cuidado hein! Sua vó sofre de diabetes? Coitada! Só te resta rezar muito diante de tanto azar na gravidez.

Ao criticar aspectos do acompanhamento pré-natal na Alemanha, a médica é enfática em dizer que hoje em dia o difícil é encontrar uma gravidez que seja considerada absolutamente “saudável” aos olhos médicos, diante de tanta fixação pelos diagnósticos técnicos nos quais eles se baseiam. A pesquisadora comenta que hoje cerca de 80% das gestações no país são calculadas com algum tipo de “risco”, por menor que ele seja, o que pra ela é um fator muito negativo, já que isso só serve para aumentar a insegurança e o medo das mulheres durante a gravidez.

“Tudo será motivo para uma receita médica. Tudo será diagnosticado através inúmeros exames de sangue, urina e até exames psicológicos. “Hoje, o que prevalece é uma verdadeira fixação por análises de laboratórios e que deixam a gestante ainda mais insegura“, dizia a médica na entrevista.

E se formos parar pra pensar: quantas de nós já não se pegou virando de um lado para o outro na cama sem dormir às vésperas de receber o resultado daqueles mais recentes testes de sangue e urina do pré-natal? E no dia de receber o veredito do famigerado exame de toxoplasmose então? Você chega no consultório se cagando morrendo de medo só de pensar em ouvir do médico que aquele sushi no último dia dos namorados (tipo antes de você ficar grávida, saca?) pode ter aumentado em 70% (!!!) o risco de um aborto espontâneo. Ou ainda a probalidade do seu lindo bebê nascer….. cego! Já pensou?

Não queridos, não estou exagerando. Sofrimento por antecipação parece afetar 11 em cada 10 grávidas que vejo por aí e parece que a nossa medicina moderna tem dado uma força e tanto para aumentar o terror psicológico que nos assombra.

Lembro que um belo dia, bem no início da gravidez, recebi uma chamada no celular da minha gineco aqui em Berlim:

– Senhora Freitas, tudo bom?

Tudo. (desembucha dotora! Pq a senhora tá me ligando? Que doença grave vcs descobriram? Pensava eu já me tremendo toda)

– Tô ligando pra lhe avisar que encontramos uma leve alteração na tireóide, muito comum na gravidez, mas já mandamos a receita pra sua casa e a senhora não precisa se preocupar. É só tomar os comprimidos e vai ficar tudo bem. Estou ligando apenas para não deixá-la assustada. (Assustada, eu? Magina!!)

– Tudo bem dotora fulana de tal, obrigada por me avisar e não se preocupe, já entendi que não é nada sério. (detalhe que a ligação no celular aconteceu somente algumas horas antes que eu apanhasse minhas correspondências na porta de casa e o envelope com a tal receita já estava lá minha gente!)

Conversando com uma amiga outro dia, escutei que parece ser comum por aqui que os médicos tomem a iniciativa de mandar receitas pelo correio antes mesmo de alguma consulta marcada, mas penso que se, por algum motivo, ela não tivesse conseguido falar comigo naquele dia, minha reação teria sido, no mínimo, a de ficar DESESPERADA pensando no pior.

Vejam bem, não estou dizendo que devemos ignorar as orientações médicas no pré-natal, os exames essenciais e todo acompanhamento que um bom médico pode lhe proporcionar. O problema é que, muitas vezes, estamos deixando que a medicina tire do nosso foco que a gravidez é um estado completamente normal na vida de uma mulher e não uma doença que precisa de um rígido tratamento médico ao longo de nove meses! “Uma relação de auto-consciência e responsabilidade por parte de cada grávida, pode afastar muitos riscos e até mesmo desfazer muitos medos”, afirma a pesquisadora alemã.

Também achei interessante como ela se posiciona quando o assunto é a toxoplasmose na gravidez, por exemplo. De fato, a doença “pode” ser transmitida através do consumo descuidado de certos alimentos como carne crua ou do contato com animais como o gato, que são hospedeiros  definitivos do tal parasita, mas segundo a médica, é preciso ter em mente que a transmissão dos riscos para o bebê não acontece assim tão facilmente como muito de nós pensamos. “Quase ninguém diz isso para as grávidas e o resultado é que a preocupação de algumas com o assunto chega a ser paranóica”, afirma a médica. Pra ela, quem tem o cuidado de não consumir carne crua na gestação, lava as mãos com uma certa frequência e não vai se enterrar lá na areia de cocô do gato já está bastante protegido, obrigada!!

Outra coisa que tenho observado por aqui (não sei como é no pré-natal do Brasil), mas já nas primeiras semanas existe a possibilidade de se fazer aqueles ultra-mega-modernos exames para “detectar” ou informar a “probabilidade” do bebê ser um portador da síndrome de Down. Você escolhe se quer fazer o exame ou não, mas imagine você: mesmo que você e seu bebê estejam COMPLETAMENTE fora da escala de risco, como não ficar a-pa-vo-ra-da somente com a possibilidade de receber um 5 por cento que seja de probabilidade para a síndrome? Difícil, né?

Enfim, inúmeras opções é o que não faltam quando o assunto é dignóstico precoce na gravidez, mas por todo desgaste psicológico desnecessário, pais cada vez mais informados preferem não passar por análises como essas chamadas invasivas e optam por um pré-natal cada vez mais resumido apenas aos exames mais importantes, sem deixar que a gravidez passe de um estado de felicidade para um estado de doença.

“Meu apelo aos médicos: fiquem longe de diagnósticos overkill! Dêem às mulheres mais confiança! Elas mesmas devem ter a liberdade de se perguntar que tipo de acompanhamento querem no pré-natal. Um acompanhamento com orientacões que realmente são importantes para a mãe e para o bebê, ou um pré-natal cheio de exames e análises com toda a insegurança que isso pode trazer?” , finaliza a médica.

E a pergunta fica pra nós: será que não estamos deixando que muitas vezes a medicina moderna nos faça esquecer que não existe nada mais saudável e belo para uma mulher do que a capacidade de gerar uma vida dentro da gente?

Prefiro tentar mentalizar: gravidez é saúde e ponto final.

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Voltei (denovo)

Quando eu criei o blog, acho que a proposta inicial era contar coisas cotidianas sobre Berlim ou sobre minhas andanças por aí. Tava movida pela ideia de que poderia fazer daqui mais uma daquelas referências de sucesso no mundo bloguístico descolado, sabe? Afinal, vamos combinar que Berlim tá na moda entre hipsters brazucas brasileiros já faz um tempinho e, apesar de nunca ter escolhido vir morar nessa cidade cinza do caralho maravilhosa, poderia ser a chance de fazer alguma coisa bacana daqui. Sério, eu já me via ganhando prêmios por número de acessos, criando uma verdadeira legião de seguidores nas redes sociais (oi?), recebendo convites pra participar de eventos no Brasil e, claro, agregando ao meu perfil o famigerado título de jornalista-blogueira-modelomanequim (doidona né?).

O tempo passou e a preguiça ocupação do dia-a-dia não me permitiu tocar este audacioso projeto virtual (fuen, fuen, fuen). Tudo bem, talvez eu não tenha incorporado o tal espírito empreendedor 2.0, mas o fato é que sempre que olho pra cá, lamento muito ter deixado que as moscas se apropriassem do meu cantinho (enquadra a câmera no meu rosto com uma lagriminha caindo no canto direito, sobe som produção…).

Então minha gente, o último post foi pra falar sobre mais um benefício social que alguns setores do parlamento alemão, pelo visto, querem nos enfiar goela abaixo pra mascarar o problema da insuficiência de vagas nas creches de algumas regiões da Alemanha (o assunto promete bombar ainda mais este ano por conta das eleições).

Pois bem, fiz o post naquela época como aspirante a mãe que já estava mega super envolvida nos assuntos maternalísticos que bombam na internet todos os dias. Alguns meses depois, aqui estou eu com uns 4 ou 5 kilos a mais, uma barriga simulando uma melancia no estômago (ou seria apenas um melão ainda?) um bebezinho pra chamar de meu no útero, e muitos, muitos temas e questionamentos do mundo maternal pra compartilhar cazamigas

Foi aí que tive mais uma daquelas minhas “brilhantes” ideias de começar a fazer do blog também mais um espaço de troca de experiências e informações sobre as alegrias e dores desta eterna jornada que é ou será a maternidade/paternidade para muitos de nós. E cá pra nós, que assunto mais terei eu pra falar aqui sobre Berlim, Alemanha, cultura e afins depois de parir uma criança que demandará TODO o meu tempo pelo menos nos próximos 2 anos? (alô mamães, fui realista com os 2 anos?rs).

Pois então, espero que vocês milhares  de leitores que ocasionalmente visitarem o blog simpatizem com a ideia e possamos fazer daqui mais um espaço útil pra falar de temas como, por exemplo, parto humanizado, amamentação, inseguranças de uma mãe de primeira viagem como eu e, claro, a experiência que será criar uma criança na Alemanha e dentro de um ambiente bilíngue como pretendemos fazer aqui em casa.

É isso!

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Liberdade de escolha?

Eu sou uma aspirante a mãe. Uma aspirante a mãe em um país que não é o meu. Logo, todas aquelas preocupações sobre as melhores formas de se educar uma criança vêm cheias de outras reflexões que têm mais a ver com a minha realidade na Alemanha.

Por exemplo, semana passada andei acompanhando nos jornais um tema que é de extrema importância para famílias que dependem de um lugar na creche pública (aqui a gente chama de Kita) pros filhos em razão do trabalho.Há algum tempo setores do governo vêm discutindo a implantação do Betreuungsgeld, que consiste em uma ajuda financeira  para os pais que “preferirem” cuidar de suas crianças abaixo dos 3 anos por conta própria e abdicarem da creche nesse período. A coisa tá dando o que falar e eu já explico a razão.

Aqui na Alemanha funciona mais ou menos assim: antes mesmo do bebê nascer já existe uma preocupacão em pleitear uma vaga pra criança na famigerada Kita, pois além de serem geralmente muito boas, representam uma ajuda e tanto para as mamães que também precisam ralar fora de casa. É claro que para os pais que possuem carreiras e empregos estáveis, existe a possibilidade de uma licença longa etc (Elternzeit), mas o que quero tratar aqui é outro assunto.

Com o aumento da demanda por vagas nas creches, a possibilidade de contar com uma Tagesmutter (espécie de nanny provisória paga pelo governo na falta de uma vaga imediata) também passou a existir como alternativa. Conheço pelo menos umas duas mães em Berlim que contaram com a Tagesmutter no início, mas não sei o grau de dificuldade para se conseguir o benefício. Até aí tudo bem. Lindo, se o nó não fosse mais em baixo.

Daí que o povo resolveu procriar (<3 ) e o tema “Kita” foi ficando cada vez mais mais frequente no parlamento. A falta de vagas suficientes para suprir a necessidade imediata de muitos pais que precisam trabalhar é, sem dúvida, uma das maiores preocupações do Ministério da Família na atualidade. É claro que existem regiões onde a situação parece estar mais equilibrada e outras onde o problema existe (estados do leste, por exemplo) e não se pode negar.

A implantação do Betreuungsgeld, ideia encabeçada pela coalizão de direita do governo (cristãos-democratas), foi aprovada na semana passada  e causou revolta não só no meio político,mas em muitos outros setores da sociedade. Por 310 a 282 votos, o parlamento alemão decidiu que, a partir de agosto de 2013, os pais poderão optar pelo acompanhamento domiciliar nos 3 primeiros anos de vida com o apoio de um benefício financeiro. A ajuda será no valor de 100 euros em 2013 e 150 euros a partir de 2014 que poderá ser paga imediatamente ou servir como “caderneta de poupanca” para a educação futura da criança.

Onde mora a polêmica? Acontece que a desculpa esfarrapada de que muitos pais poderão  decidir se querem ou não contar com a creche nos primeiros anos de vida parece que não convenceu grande parte da população. A necessidade de mais vagas nas creches é uma necessidade clara e, para muitos, um benefício como o Betreuungsgeld só vai servir para que famílias de baixa renda se sintam forçadas a contar com mais uma ajuda do Estado no orçamento.

Políticos de centro-esquerda classificaram a votação como uma “catástrofe” e um retrocesso no sistema educativo do país. Para eles (eu também faço parte do coro) um benefício como esse também pode fazer com que muitas mães, na falta de uma vaga na creche, se sintam obrigadas a optar pelo Betreuungsgeld, e contribuam para acentuar a desigualdade de gênero entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Do ponto de vista educativo a ideia também não é vista com bons olhos. A convivência dos bebês na Kita é vista por muitos educadores como positiva e fundamental no desenvolvimento dos pequenos nessa fase da vida, portanto,pra eles a creche não deve ser vista apenas como uma necessidade dos pais, mas sim como um lugar que irá contribuir para a formação educativa das crianças.

Um estudo feito pela Fundação Alemã Friedrich Ebert, por exemplo, mostrou que o resultado em países da Escandinávia (Suécia, Noruega e Finlândia), onde o benefício já existe,  foi claramente negativo desde a implantação, por mostrar que a maioria dos pais prefere optar pela creche quando o assunto é educação. Na Noruega, onde o benefício chega ao valor de 430 euros, o percentual de pais que optaram pela Kita ao invés do acompanhamento domiciliar caiu de 75% para 25% em razão do aumento da oferta de vagas nas creches. Portanto, nada melhor do que seguir os passos da prima rica ali do lado, dizem os mais entendidos.

Do ponto de vista econômico, o novo benefício social deverá custar aos cofres do governo mais de 1 bilhão de euros por ano, mas há quem diga que o valor pode dobrar se a falta de vagas nas creches persistir. Em tempos de crise econômica na Europa, a medida também não foi recebida com festa. Ano que vem é ano de eleição na Alemanha. Social-democratas e Verdes prometem um coalizão capaz de suspender o projeto, caso recebam o maior número de votos no parlamento.

Mamães, papais e bebês agradecem.

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Meninas de Dresden

Descobri as meninas do Laing um dia desses na TV. Elas ganharam o segundo lugar no Bundessongcontest 2012, um concurso musical na Alemanha onde cada concorrente representa um estado do país. Tem de tudo. Alguns realmente são muito ruins, mas delas eu confesso que gostei. As meninas representaram a Saxônia (um abraço pra minha brodi Tamine!), embora umas duas delas sejam de Berlim. Como eu entendo só que não tudo de música, achei que rolou uma pegada meio Kraftwerk nesse som. Vcs não acham?ahahahaha

O título quer dizer “Tô sempre cansada de manhã” e é uma versão da  Trude Herr, uma atriz alemã a década de 50. Oun ❤

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Look do dia

Look do dia

Grafitagem dedicada a John Lennon, Praga 2012

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